Cada vez mais a vida nos ensina que é apenas uma passagem.
Um mero caminho que, por muitas voltas que a gente dê nele, o fim é sempre o mesmo.
Porque razão é então tão difícil traçarmos o nosso caminho? Porque razão, algures ao longo da história, complicámos tanto?
Adoro mimar os meus velhinhos mas depois a morte deles atinge-me bruscamente. Eu sei, são velhinhos. Estão à espera da morte? A maioria está. Mas quando a coisa é toda tão rápida faz-me arrepios. Estão bem num dia e no outro estão entregues à doença até não restar mais força para viver.
No outro dia o sr. Enfermeiro dizia que devíamos ser todos como o Benjamim Buttler. Nascer velhinho e morrer recém nascido. Viver a vida ao contrário.
É será que há realmente algo à nossa espera depois da morte? Ou será que isto, a vida, é tudo o que existe? É que se é isto, fazemos uma bela m**** com o que nos é dado. Sem criança passamos o tempo a estudar para ter um bom emprego, depois trabalhamos em algo que não nos preenche porque somos adultos e temos de levar o dinheiro para casa, e depois de velhos já não temos a força de perseguir os nossos sonhos, a nossa ideia romantizada de velhice.
Então para que serve tudo isto? Esta luta? Esta vida?
Gosto de acreditar que há algo depois da morte. Que temos uma linda alma que a morte não derruba. E que essa alma vive numa outra esfera de compreensão. O paraíso? O inferno? Não creio que seja isso. A reencarnação? Talvez. Não seria tão bom sabermos que teríamos mais oportunidades para transformar esta vida em significados. Numa vida para lá do dinheiro. Do trabalho. Das preocupações. Uma vida cheia de amor e afeto. Cheia de vida!