- É um mal estar constante.
- Muito sono
- Muito cansaço
- Muitas náuseas
- Muitas dores de cabeça
- Muita ansiedade
- E tratar de uma mudança de casa ao mesmo tempo.
Sempre que consigo.
Disse-lhes mesmo que já estava farta de ter que ir dormir a casa de dois ou dois dias e que já não saía lá de casa dele.
Já tenho uma gaveta, cabides e a escova de dentes.
Então, ontem, agarrei num saquinho e fui colocando coisas da cozinha. Tangerinas, iogurtes, congelados.... pouca coisa. Os chinelos do puto, a luzinha de presença... e ao chegar anunciei que já não me podia mandar embora porque já tinha começado as mudanças.
Partiu-se a rir claro.
Já ia começar com o discurso do costume quando eu me virei e disse "e escusas de me mandar embora que eu recuso-me a ir dormir sozinha para a outra casa". Pronto. e ficou assim.
Hoje faço outro saquinho, como quem não quer a coisa e levo. E vou levando saquinhos todos os dias até já não haver hipótese de arrependimento.
Ainda por mais agora tenho uma desculpa óptima. Então não é que a alminha foi ao médico e como a tensão estava um pouco elevada a médica colocou-o a calmantes e a medicação para a tensão. Respondi-lhe logo que não percebia porquê. Afinal eu dou-lhe tantos miminhos...
E pronto, a desculpa perfeita. Tenho de me mudar rapidamente para lhe dar ainda mais miminhos.
Não sou tão inteligente?
Afinal ele já tinha conversado com o mais velho. A minha alma até ficou parva. Contou e nem me disse nada, o sacana! Por isso faltava contar ao mais novo que os pais estavam a namorar.
Sim, é verdade, contámos. E eu a pensar que ele ia ficar eufórico e dar pulos de alegria, afinal era o que ele mais queria, ficou super calmo e mesmo do género "eu já sabia..." Só faltou assobiar e dizer que não suspeitava de nada.
A única pergunta que fez foi "então e vamos viver onde?"
Pois, como é óbvio não vamos viver no meu pequeno anexo que mal dá para os dois. Não, vamos viver todos juntos na casa do pai. Mas ainda não é para já. Ele continua a querer ir com calma. E não, ainda não quer que eu durma lá todos os dias, o que significa que continuo a passear com o saco de um lado para o outro.
Quando me fui deitar (eu deitei-me primeiro porque ia trabalhar no dia seguinte) ele despediu-se de mim, muito normalmente mas, quando o pai o foi deitar, o sacana perguntou-lhe onde é que a mãe ia dormir. É que eu todas as manhãs tinha de me levantar mais cedo para me deitar no sofá, né? Mas hoje pude ficar na caminha descansada porque ele respondeu ao filho que a mamã ia dormir no quarto do pai.
Muitos progressos, não vos parece?
Mas vá. Para não se habituarem muito, lá vou eu dormir a casa hoje. Não que me apeteça. Ou queira, diga-se de passagem. Mas ele continua a insistir para não o pressionar. Não tenho outro remédio se não ter de ir dormir com o gato e a tartaruga. Continuo a não entender mas o que é que eu posso fazer?
Rescaldo das últimas depressões que aqui passaram, desde a Kristin, passando pelo Leonardo e terminando na Marta. Terminando é como quem diz...