terça-feira, 24 de junho de 2025

II torneio de futsal

 Este domingo foi a p*** da loucura!

Foi o torneio de futsal dos miúdos. Oito equipas em campo. Foi só das 7:30h às 22h sempre a dar no duro atrás de uma caixa registadora. 

Isto porquê? Porque nós pais é que temos de organizar tudo e tratar de tudo para que nada falte e fazer algum dinheiro para podermos gerir tudo.

É que até este mês a equipa pertence à junta e estamos muito limitados por isso tivemos a brilhante ideia (onde é que eu estava com a cabeça?) de formar associação que irá tomar conta de tudo a partir de setembro.

Sim, onde é que eu estava com a cabeça porque eu sou a presidente do conselho fiscal. Eu? Eu não percebo nada de horta!!!!! Mas enfim. Prometeram que ia ser fácil. Logo veremos.

De modos que a associação esteve em peso a trabalhar tanto no bar como na organização para fazer um torneio memorável. Para que as crianças se divertissem e para que os pais tivessem acesso a tudo o que fosse necessário. Especialmente comida. Hehehehe. 

Vendemos 20kg de bifanas. Não é brincadeira. Esgotámos quase tudo o que tínhamos, que graças a Deus foi quase tudo doado. Tivemos excelentes benfeitores, não nos podemos queixar. 

Perdemos. É verdade. Ficámos em último lugar nos mais pequenos e em terceiro nos grandes. Mas os miúdos estavam felicíssimos. E as outras equipas disseram que ninguém recebia como nós! Ah pois é!!!! Com direito a franguinho assado e pizzas para os miúdos.

A nossa associação está ainda a começar mas parece-me que tem tudo para dar certo. A ver vamos.

Que orgulho

 Ontem fiquei mesmo orgulhosa do meu puto.

O jantar era filetes e o pai perguntou-lhe se queria um e meio ou dois. Ele respondeu que podiam ser dois.

Acontece que o pai coloca só um no seu prato. Ao ver que o pai só ia comer um começou a partir um dos filetes dele ao meio para dar metade ao pai.

O pai não quis mas não é isso que importa mas sim a atitude. Gostei tanto de ver aquela reacção dele. Tão natural.

Fiquei mesmo toda babada.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Cinderela, cinderela um vestido para ela...

No trabalho uso bata.

Bata branca, igual à dos médicos.... estão a ver?

O que é que isso tem a ver com o vestido da cinderela? TUDO!!!!!

O problema é que os botões passam a vida a saltar. E da mesma maneira que a Cinderela precisa de um vestido eu preciso de uma bata cujos botões não saltem. Ah, já perceberam a ligação?

Passo a vida a pregar botões mas por muito que os pregue eles não duram. Não percebo isto. Quer dizer, sei. São batas dos chineses o que é que posso querer? Mas, bolas. Se eu prego os botões, já não foram os chineses que pregaram mas sim eu.... 

Se calhar eu também não presto. A minha costura, quero eu dizer. 

Fada madrinha.... preciso de uma bata com botões que não saltem, pode ser?




segunda-feira, 16 de junho de 2025

No trabalho....

 Sim, eu trabalho ao fim de semana. Que remédio. E hoje, domingo, era dia de ver a Missa na televisão aqui no lar. 

Ora acontece que, algumas senhoras já não estão tão bem como antigamente, como é óbvio, e ao assistir à Missa, uma senhora ficou muito indignada. Porquê? Porque não a deixaram comungar. Não se está mesmo a ver?

São situações como estas que me deixam com muito medo da velhice. 

Ao trabalhar num lar vemos muita coisa mas também aprendemos muita coisa. E as pessoas não têm noção do que é ser-se de muita idade e já não estarmos bem. Muitas vezes fazem coisas, com as melhores das intenções eu sei, e não percebem que o seu familiar já não é o mesmo de antigamente. Mudou. Envelheceu. Perdeu capacidades físicas e/ou intelectuais. E já não gosta ou já não é capaz das mesmas coisas de antes. 

Ainda no outro dia, um filho ligava para a mãe. A mãe tremia por todos os lados. Suplicava para desligar o  telefone e ir descansar. Mas o filho não entendia que realmente era que ela precisava. E continuava a falar e a falar... Quando tudo o que a senhora mais queria era livrar-se do telefone e ir-se deitar.

É difícil.

Muito difícil.

É difícil trabalharmos com idosos. Mas mais difícil é ser-se idoso. E a maioria das pessoas não compreende isso. Não se coloca no lugar deles e não percebe que muitas vezes eles só precisam estar num lugar que lhes permita fazer o que eles mais gostam, seja fazer atividades, seja descansar. E poderem ser quem são. E ter liberdade para isso. Porque muitas vezes é isso que mais lhes falta: ter liberdade para fazerem o que querem.

Tenho muito medo da velhice. Tenho muito medo de envelhecer. 

Um dia conseguimos fazer tudo e no outro não conseguimos fazer nada. Um dia temos liberdade e no outro não. Um dia somos nós e no outro nem sequer sabemos quem somos. Quem é o outro. Ou então não nos conseguimos mexer como dantes. Estamos presos a uma cadeira de rodas ou a uma cama e estamos dependente de terceiros para tudo. 

Eu sei que há coisas bonitas na velhice. Tenho muitos idosos que ainda têm plenas faculdades. Mas não consigo deixar de pensar nos outros. Nos que já não têm. E às vezes tão novos ainda.... 

 Comecei este post a pensar que ia falar de coisas engraçadas que acontecem no trabalho mas depressa se transformou numa questão de medo. Espero, um dia, poder vir a apreciar as coisas boas que a velhice pode trazer.  Cuidar dos netos e bisnetos. Passear. Namorar. Ser  livre e independente até ao mais tarde possível.

 Ser independente. Sim, acho que é isso mesmo. Poder ser independente e viver com o meu fofuxo até termos 100 anos. Ou até morrer.

domingo, 15 de junho de 2025

Dói-me o pescoço

Desde ontem que estou aflita do meu pescoço. 
A almofada do hotel, que parecia tão jeitosa, não foi muito a jeito com o meu rico pescocinho... 
Acho que estou a precisar de uma massagem maravilhosa, daquelas cheias de creme e cheias de mãos. 



Ó maridinho???????
Não queres tentar fazer uma massagenzinha????
Eras tão fofinho.......



sábado, 14 de junho de 2025

então e a casa, já compraste?

A resposta a essa pergunta é um redondo não. 
O que é que aconteceu?
Tanta coisa. A senhoria tanto queria como não queria vender. Depois apareceu outra casa que era perfeita mas tinha um problema enorme: um ónus. Pode não parecer grave mas, neste caso, com tantos herdeiros, tornou-se um desafio de gigantes e mais uma vez não foi para a frente. 
Entretanto vemo-nos novamente sem casa porque a senhoria acabou mesmo por vender e não foi a nós. Mais uma mudança de casa, desta vez para duas casas acima. 
Uma terceira casa apareceu no nosso caminho. E pela terceira vez não ficámos com ela. Eu adorava todo o espaço mas, não tinha de ser. 
Agora? Bem, estamos numa casa mais pequena, com um dos miúdos a dormir no sofá da sala, por casmurrice, por não querer dormir no mesmo quarto do irmão, e apesar de o marido achar que esta vai ser a nossa casa.... Eu não gosto dela. Talvez não consiga imaginar da mesma maneira que ele mas tudo o que eu consigo ver são os problemas que ela me apresenta e não as soluções que pode significar. 
Então continuo sem casa. E não é por falta de crédito. É como eu digo, não tem de ser. 
A nossa casa simplesmente ainda não está no mercado.

lua de mel...

Casámos.
É verdade.
Casámos, almoçámos fora e regressámos a casa. Para os miúdos, para os animais, para a rotina. Precisávamos de uma escapadinha. Algo diferente.
Isso aconteceu este fim de semana. 
Aproveitando que 13 de Junho é feriado em Lisboa, e que o marido trabalha para uma empresa sediada em Lisboa, e que eu estava de folga, decidimos fazer uma escapadinha rápida, por isso tinha de ser muito próxima.
A nossa escolha? Rio Maior. 
Quando casámos a primeira vez, a minha cunhada ofereceu-nos a noite de núpcias na Casa do Foral. Bora lá outra vez? Sim, fomos para o mesmo sítio mas da primeira vez tinhamos uma criança de três anos connosco e não aproveitámos nada, e desta vez éramos mesmo só nós os dois.
Os miúdos foram para casa da avó e nós fomos cedinho pensando que íamos aproveitar a piscina exterior. Infelizmente não foi uma opção devido ao vento que se fazia sentir mas aproveitámos para descansar um pouco que bem precisávamos. 
A casa do foral é um sítio super romântico, com um jardinzinho encantador e uma pequena piscina que faz as delícias dos hóspedes. Mas não tem restaurante e por isso para jantar tivemos de ir à procura de algo diferente.
Assim, escolhemos um restaurante muito romântico, o "cabanas gold". Se não conhecem deviam conhecer porque é soberbo. Se é mais caro, sim é um pouco mais caro mas vale bem a pena e cada cêntimo. 
Começámos com uma entrada de camarão panado com molho agridoce e uma esfera qualquer mexicana que estava divinal. Ele escolheu um entrecote e eu um magret de pato e tanto um como o outro estávam perfeitos. Para sobremesa eu já estava a arrebentar mas ele ainda comeu um cheesecake de frutos vermelhos que para mim tinha muita canela. 
De seguida procurámos um bar. Se era para aproveitar era para aproveitar. Encontrámos a Nova Fonte Velha (não sei se existe uma velha fonte velha) e começámos com um B52 que eu nunca tinha provado (como é que isso é possível?) e terminámos com um maracujão. Já provaram? Quem gosta de coisas doces vai adorar. É tãooooooooo boooooooom! 
E pronto regressámos ao hotel, dormimos e tivemos direito a um pequeno café da manhã que.... Pronto, era mesmo isso ... Pequeno. Não era nada de especial e, na minha opinião, não vale o dinheiro a mais pelo pequeno almoço incluído. 
Tirando o pequeno almoço tudo o resto foi excelente. 
E pronto. Foi a nossa pequena escapadinha de uma noite. 
Para o próximo mês os miúdos vão para o Algarve com os avós. Será que haverá novas escapadinhas????

exposição na internet

Sou daquelas pessoas que adora perder tempo a ver os reels no Facebook. Fico ali imenso tempo a ver uns, a passar outros... E às vezes até penso mesmo que podia criar qualquer coisa fixe.
Até que me aparecem umas pindéricas horrorosas em que eu penso "o que é isto??? Como é que é possível que não tenham noção?".
E pronto, desaparece-me logo a vontade de criar algo. 
Não é por nada. É só porque eu seria a pindérica horrorosa para outras pessoas. 
Porque os gostos não se discutem e todos temos o nosso e os outros não têm de gostar. Porque aquilo que para uns é lixo, para outros são tesouros. E não é tão bom que sejamos assim?
Estava eu a navegar nos reels quando me aparece uma conhecida influência portuguesa (não vou dizer o nome) com aqueles vestidos que estão super na moda (e que eu não consigo perceber porquê), uma espécie de crochê com quadrados largos e que se vê tudo o que está por baixo, já estão a ver? Bem, a dita senhora estava de bikini, pois claro, esse vestido em versão comprido, valha-me Deus, e como se não bastasse um lenço atado à cintura como se fosse um pareo. Bem mais curto que o vestido!!!
Atenção, a minha mãe também tem o vestido da moda, versão curto, mas tem a decência de não usar mais nada por cima. E não, não fica nada bem, tenho um problema grave com os tais vestidos mas se ela gosta vou fazer o quê? Se todos gostássemos do verde o que era feito do amarelo. 
Mas aquele lenço à cintura.... Aí Jesus. Aquilo era qualquer coisa.

domingo, 8 de junho de 2025

A alegria do retorno

 

Muita gente não se irá identificar comigo quando digo que vou.. mas mal vejo a hora de regressar.

Chegando a uma certa hora o meu corpo entra em ânsias. Começo a suar frio, os pés a bater no chão como se não houvesse amanhã... todo o meu corpo grita aos meus ouvidos "CORRE PARA CASA!!!!!!" E deixo de enchergar normalmente e passo a ver tudo cinzento.

Eu sei não sou normal.

Eu até gosto de sair e combinar coisas. Mas já sei que chega uma hora que vou ter que abandonar tudo e todos para ir a correr para casa. 

E quando estou na minha casa? Sim, mesmo que tenha visitas eu largo tudo e vou para a cama. Eu já disse que não era normal?

Muita gente poderá não compreender mas os mais próximos já estão habituados. Mesmo o marido, às vezes estrabucha mas acaba por concordar. Hum.... Marido....

Mas é verdade, eu saio mas mal posso esperar pelo retorno. Mal posso esperar pelo regresso ao meu lar, a minha casa, o meu chão, a minha cama...

Eu sei, não sou normal. Mas sou eu. E quem me conhece já sabe. Eu vou. Mas fico em ânsias por voltar. 

repor o que não devia ter sido desfeito

São estas as palavras que ele utiliza para se referir ao casamento. 
Sim, voltei a casar.
Sim, com o mesmo homem de sempre.

O divórcio foi um mal necessário. Era preciso. Andávamos vai não vai.... Nada a fazer. Chegámos a um fim de linha inevitável.
Foi preciso para nos curarmos. 
Foi preciso para termos a certeza.
Foi preciso para orientar as prioridades.

E casar foi boa ideia?
Pois que o futuro o dirá. 
Para nós fez sentido. Faz sentido. É algo que o nosso coração pediu e a nossa cabeça concordou. 
Só nós e a conservadora. Sem pais, sem filhos, sem testemunhas. Não foi preciso. Só nós importamos e foi algo que quisemos fazer por nós por isso não precisávamos de mais ninguém.
Mas contámos, claro. Aos pais e aos filhos e a mais ninguém. É algo nosso. Algo que precisávamos consertar. 

Agora o tempo dirá.

Então e o mau tempo II

Rescaldo das últimas depressões que aqui passaram, desde a Kristin, passando pelo Leonardo e terminando na Marta. Terminando é como quem diz...