Com a distância certa consigo perceber coisas que no calor do momento não me atinge.
É muito fácil para mim esquecer que sou bipolar. Principalmente quando não estou depressiva. É é muito fácil esquecer que na fase da hipomania tudo me atinge com o dobro da força e só faço coisas no calor do momento.
Doi muito pensar que magoei profundamente a pessoa que mais amo. Dói ainda mais saber que, apesar de tudo, ela não desistiu de mim.
Foi o caso da separação. Da mudança. De todo aquele período conturbado que a minha vida foi durante aqueles instantes que a marcaram profundamente.
Ele nunca duvidou. Nunca largou a minha mão. Eu pedi-lhe mais e mais até ele dizer que estava no limite. Eu levei-o ao limite. O amor da minha vida. E eu odiei-o naquele momento. Com todas as forças do meu ser eu odiei-o.
Hoje eu consigo ver que estava em hipomania. Consigo ter essa percepção. Na altura era apenas mais um momento da minha vida. Um momento horrível que nos marcou profundamente. Mas também nos ajudou. Ajudou-nos a encontrarmo-nos pois algures no tempo nós tínhamo-nos perdido.
Hoje somos um todo novamente.
Somos unha com carne. A metade da mesma laranja.
Mas somos porque ele nunca largou a minha mão. Mesmo quando me fez pensar que sim.
Sem comentários:
Enviar um comentário